iPhone Pocket da Apple e ISSEY MIYAKE esgota em minutos com preço de R$ 1.200

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novembro

Na manhã de 14 de novembro de 2025, milhares de pessoas em todo o mundo acordaram com um único objetivo: garantir o iPhone Pocket. Menos de cinco minutos após o lançamento oficial, o acessório criado em parceria entre Apple Inc. e ISSEY MIYAKE Inc. — uma bolsa de malha tridimensional que veste o iPhone como uma segunda pele — havia desaparecido de todos os sites e lojas autorizadas. Em Tóquio, as filas começaram às 4h da manhã. Em Paris, guardas tiveram de conter a multidão. Em São Paulo, onde o produto nem sequer foi lançado, o Twitter explodiu com memes de pessoas tentando convencer amigos no exterior a comprar e enviar por correio.

Um acessório que não era só um acessório

O iPhone Pocket não foi anunciado como um produto técnico. Foi apresentado como uma peça de moda. Em comunicado divulgado em 11 de novembro de 2025, a Apple descreveu o item como "uma maneira bela de usar e carregar o iPhone", inspirada no conceito de "uma única peça de tecido" — uma referência direta à técnica de pleating da ISSEY MIYAKE, que revolucionou a moda japonesa nos anos 1990 com roupas que se movem com o corpo. A malha 3D, feita com material elástico e tecida em uma única peça, se adapta a qualquer modelo de iPhone, esticando-se para revelar parcialmente a tela quando puxada. Também cabe AirPods, batom, cartões ou até um pequeno chaveiro. O design lembra uma faixa de artes marciais, mas com a sofisticação de um acessório de luxo.

Dois modelos foram lançados: o curto, por US$ 149,95 (cerca de R$ 800), em oito cores — limão, laranja, roxo, rosa, pava, safira, canela e preto — e o longo, por US$ 229,95 (R$ 1.200), em apenas três: safira, canela e preto. O preço alto gerou reações imediatas. Um tweet de Bently em 12 de novembro chamou o produto de "uma meia cortada". Outros compararam o valor ao de uma bolsa de marca. Mas, para muitos, era mais do que isso: era um símbolo.

Uma estratégia de escassez perfeita

A Apple não vendeu o iPhone Pocket em todos os países. Foi restrito a apenas oito mercados: Estados Unidos, Reino Unido, França, Itália, Japão, Coreia do Sul, Cingapura e China (incluindo Hong Kong). E em apenas dez lojas físicas autorizadas — uma escolha deliberada. Nenhuma loja no Brasil, na Alemanha, na Índia. Nenhuma loja da Amazon. Nenhum vendedor terceirizado. A exclusividade foi parte da estratégia.

"Foi um jogo de psicologia", diz Carla Mendes, especialista em comportamento de consumo da Fundação Getulio Vargas. "A Apple já sabe que o consumidor não compra só um produto. Ele compra a história, a identidade, a sensação de pertencer a um grupo que conseguiu algo que os outros não conseguiram. O preço alto? É um filtro. Quem paga R$ 1.200 por uma bolsa de iPhone não está comprando proteção. Está comprando status. E isso funciona. Muito bem."

As redes sociais viraram um teatro. Em Tóquio, fotos de mulheres usando o iPhone Pocket com kimono circularam com hashtags como #AppleMeetsMiyake. Em Paris, influencers de moda postaram vídeos mostrando como o acessório combinava com casacos de lã. E em São Paulo, uma artesã chamada Raquel Dayo lançou, em 22 de novembro, um tutorial no YouTube com o título: "Pocket iPhone Tutorial | Cell phone pouch trend 2025". Em 48 horas, o vídeo acumulou mais de 2 milhões de visualizações. "Você viu que a Apple lançou o iPhone Pocket? Pois bem... eu trago a versão em crochê — moderna, funcional e super estilosa", disse ela, mostrando uma versão caseira por menos de R$ 100. O vídeo viralizou. E a Apple? Nada disse.

Por que isso importa para o futuro da tecnologia

O iPhone Pocket não é apenas um acessório. É um sinal de que a linha entre tecnologia e moda já não existe mais. A Apple já havia entrado no mundo da moda com a Apple Watch e suas correias de couro e malha. Mas este é o primeiro produto que não tem funcionalidade técnica alguma — não mede batimentos, não carrega bateria, não emite som. É pura estética. E mesmo assim, vendeu como um item de colecionador.

Isso muda tudo. Se um consumidor está disposto a pagar R$ 1.200 por algo que apenas segura seu celular, o que vem a seguir? Um case de seda para o AirPods? Um cordão de ouro para o iPhone 18? A Apple não está mais vendendo aparelhos. Está vendendo identidade. E o mercado respondeu com entusiasmo.

O que vem depois?

Fontes próximas à Apple afirmam que o iPhone Pocket será relançado em 2026, mas com novas cores e talvez uma versão para iPad. Nada confirmado. Por enquanto, o produto só está disponível em leilões online — onde o modelo longo em safira já é vendido por até R$ 3.500. A ISSEY MIYAKE não comentou, mas fontes em Tóquio dizem que a empresa está negociando uma segunda colaboração com a Apple para 2026 — desta vez, com um acessório para o Vision Pro.

Enquanto isso, em bairros de São Paulo, Belém e Porto Alegre, artesãs estão vendendo versões em crochê por R$ 80. E, curiosamente, os clientes não estão comprando por economia. Estão comprando porque querem algo que a Apple não pode oferecer: autenticidade. Um toque humano. Uma história própria.

Frequently Asked Questions

Por que o iPhone Pocket esgotou tão rápido?

O esgotamento foi resultado de uma estratégia deliberada da Apple: lançamento limitado a apenas 10 lojas físicas em oito países, com produção restrita e preço elevado. A escassez, somada ao apelo de moda da ISSEY MIYAKE e ao poder da marca Apple, criou uma demanda imediata que superou em 500% o estoque disponível. Redes sociais e influenciadores amplificaram o efeito, gerando uma corrida global em minutos.

O iPhone Pocket é compatível com todos os modelos de iPhone?

Sim. A malha 3D foi projetada para se adaptar elasticamente a qualquer iPhone, desde o iPhone 12 até o iPhone 16, conforme confirmado nos comunicados da Apple. O material estica para acomodar diferentes tamanhos de tela e até acessórios como AirPods ou cartões, sem comprometer a proteção. A Apple recomenda que o usuário escolha o modelo curto para iPhones menores e o longo para modelos maiores ou para uso como bolsa de ombro.

Por que a Apple escolheu a ISSEY MIYAKE para essa parceria?

A ISSEY MIYAKE é referência global em tecidos inovadores e design minimalista com profundidade técnica — especialmente com sua técnica de pleating, que transforma tecido em forma tridimensional. Essa filosofia se alinha perfeitamente com a estética da Apple: simplicidade, funcionalidade e beleza silenciosa. A parceria não é apenas comercial, mas cultural: ambas as marcas valorizam a experimentação, a precisão e a exclusividade.

Haverá uma nova versão do iPhone Pocket?

Fontes internas da Apple indicam que uma segunda edição está em planejamento para 2026, com novas cores e possivelmente versões para iPad e Apple Watch. Ainda não há confirmação oficial, mas a reação do mercado e a viralização de versões caseiras sugerem que a Apple vê nesse produto um novo canal de receita — e não apenas um experimento passageiro.

O iPhone Pocket é à prova d’água?

Não. O acessório é feito de malha elástica, sem revestimento impermeável. A Apple não o posiciona como proteção contra impactos ou líquidos — apenas como um suporte estético e prático. Usuários são aconselhados a remover o iPhone antes de expor o acessório à chuva ou suor intenso. A proteção real vem do próprio iPhone, não da bolsa.

Por que brasileiros não puderam comprar o iPhone Pocket oficialmente?

A Apple limitou a venda a apenas oito mercados estratégicos, todos com alta concentração de consumidores de luxo e forte presença de influenciadores digitais. O Brasil, apesar do grande público, não foi incluído na primeira rodada — provavelmente por questões logísticas, impostos ou por ser um mercado onde a pirataria de acessórios é alta. Muitos brasileiros compraram por importação, mas o preço final, com taxas, chegou a R$ 2.500, tornando o produto ainda mais exclusivo.

1 Comentários

Eduardo Gusmão
Eduardo Gusmão
29 nov 2025

Essa história do iPhone Pocket me fez pensar: será que a gente tá comprando produto ou identidade? Porque R$1.200 por uma bolsa de malha? Mas... se você olhar pra fila em Tóquio, as pessoas não estavam comprando proteção. Estavam comprando pertencimento.

É tipo quando você veste uma camiseta de banda que ninguém mais entende, mas você sente que é parte de algo maior. A Apple virou igreja, e o Pocket, o símbolo sagrado.

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